Vejo uma imagem,
Distorcida pela escuridão.
Será o reflexo ou imaginação?
Quiseras poder tocar,
Mas há algo a nos separar,
Onde já não alcanças a mão.
A vida é como espelho,
Desvenda cada qual sua cara.
A fuga reprimida corre e não para?
Ou transforma o seu eu,
A quem há muito tempo perdeu,
Quando a imagem corrompida idealizara.
O querer abrolha na multidão.
De gente, de sentimentos, de verdade.
Mas o que apetecer?
Se tudo se transpõe a realidade.
Talvez a espera nos aprisiona ou,
Somente nos faz temer nossa idade.